Pensamento de um ser humano,
Passados mil anos,
Mil ideias de um céu azul,
Mil palavras para que?

Para uma esperança em queda,
Um desejo do impossível,
Um sentimento da realidade,
Uma ilusão afinal de contas.

Uma extensa linha de vida
De entre mágoa e amor
Nasce de cinzas o seu verdadeiro valor
Afinal haverá sempre o “mas”!

Nem mil quilómetros de distância,
Separam o que eu sinto de ti,
Erro de uma palavra,
Ou erro de um coração?

Tentei muito
Mas tentar não é fazer
Fazer não é ter
E ter não é algo que possa ser dito!

O ontem parece tão amanha,
Engraçada a forma,
Como não existe tempo,
Nunca caso como este.

Lembro-me do ontem,
Vivo no ontem,
Mas o passado é para anterior,
E eu não paro de olhar para trás.

Voar por entre o céu,
Breu como a noite,
De entre estrelas,
Minhas lágrimas criar!

Entre uma longa caminhada pela areia,
De uma praia deserta pelos tolos,
De uma agua que não se move,
De um vento que não se faz sentir.

De entre momentos,
De amargura e tristeza,
O poeta pensa na vida,
E de um momento para o outro,
As palavras simplesmente,
Acabam…

Verão Amargo

Nasce o sol, logo pela madrugada, nasce o sorriso, por entre a brisa quente da manha, vê-se a criança a acordar do luar, depois de estrelas e sonhos de encantar.
Afastam-se os maus pensamentos, aliás afasta-se todo o mal, entra em nós uma frescura suave mas simples de entender. Preparamos o dia de calor que está para vir, e do dia perfeito que nasceu. Saio de casa, entro no carro, ligo a rádio e oiço aquela música que me faz saborear os raios de sol e o cheiro do mar, passo pela casa dos parceiros de praia, e ao esperar por ele rio porque sei que perfeição não está longe, uma vez que a amizade ultrapassa isso. Ao caminho da praia, o pessoal a fazer barulho e a rir, e eu rio também de todas as aventuras ou coisas realmente hilariantes de momentos passados. Chegamos a praia, já com o pessoal do costume, saímos todos do meu carro cada um tira as suas cenas, e eu com toalha as costas dirijo-me a praia sempre naquela de boa vida e a minha trás aquela boa malta que nunca desilude, pois eles sabem que são, são aqueles que ficam no coração.
Entramos no areal e instalamo-nos lá no lugar habitual e vamos ao bar. Pelo caminho milhares de conhecidos, pessoal que muitas vezes nos conhece mas não nos lembramos bem deles, ai como isso é tão bom! Chega-se ao bar e todo o pessoal ri e brinca connosco afinal, mais vale celebrar o dia em conjunto que um por um, amigos fazem-se irmãos e inimigos, razão.
Passa o dia na praia, com as raparigas e a bola, a agua quente, a areia morna e suave, o sol quente a bater na cabeça e a troca de olhares com as raparigas. Novas amizades, mais pessoas a conhecer, uma festa!
Felicidade é assim dia perfeito sem senão enfim. Acaba o dia e ainda ficamos mais um bocado para ver as estrelas perfeitas, num céu perfeito. Mas tem uma estrela que simplesmente…
O pessoal ri todos a volta da fogueira, com as bebidas, os cigarros e a erva, uma reunião a qual ninguém quer faltar, e depois mais pela noite vê-se as figuras do pessoal, ao ouvirem as historias dos demais.
O pessoal começa a ir embora, e cá fico eu com os demais, só mais um pouco, apagamos a fogueira e rezamos para que amanha estejamos ali outra vez!
Ao entrar no carro, a malta instala-se e adormecem no banco de trás, ligo a rádio e oiço mais uma vez aquela música, para fechar o dia perfeito.
Depois de por todos em casa, pelo caminho com o luar sobre mim e olho para aquela estrela e fico um pedaço a observa-la, subitamente, algo corre mal, vejo escuridão a minha volta já não sinto o volante do carro, abro os olhos e vejo-a a minha frente aproximo-me e afinal…acaba!