Breves são os momentos em que nós sonhamos, as nossas loucuras as nossas emoções, em relutância com o real e o irreal, debatendo-se sobre se viver lá para sempre ou acordar para uma vida que não tem outro nome senão mesmo uma vida do caralho, de angustias de falsidades de emoções falsas de ilusões.
Cada um de nós se vai desfazendo ao logo do tempo perdendo algo a cada dia que passa e chegamos a uma altura em que nada é o que era.
Aquelas tardes de calor com os amigos, ou aquela ida ao café logo de manhãzinha, e o belo aroma do acordar para um novo dia para uma nova vida para uma nova história.
Esquecemo-nos de quem somos enquanto estamos com uns lembrando aos demais o que merda é a nossa vida quando na verdade somos nos próprios que as complicamos com cada acto inesperado com cada atitude tomada.
Perdemos aquele olhar de criança, todos os nossos sonhos são levados pelas ondas de amargura e pela brisa da desilusão, e nossos olhos tornam-se baços como um vidro que nunca vê a luz do sol ou o belo azul do céu.
Perguntamo-nos de sobre o que fazer, aos nossos amigos, a nos próprios, a desconhecidos, ao nosso coração, até a Deus mas nenhum deles nos dá resposta porque nada está destinado concretamente porque nos criamos nosso caminhos, nossos atalhos, nossas pontes nos é que construímos em nos alicerces de uma vida inteira.
Então perguntem-se, será viver algo diferente disto?
Tarde Demais.
-Cada vez que o mundo para, e o presente torna-se um com o futuro, vemos a realidade nos nossos olhos como se fossem os espelhos do passado mas diferente. -Cada parte de nós parte-se em mil pedaços e mistura-se com o de todos os outros, criando apenas uma poeira para ser levada pelo vento. Como no olhar de uma criança, onde vemos a inocência de uma brincadeira a pureza das suas palavras e emoções. Procuramos sempre algo mais, algo que nos complete algo que nos realize, algo que nunca chegamos a encontrar algo que simplesmente é o nosso jus á vida. Neste tenebre linha a que chamamos vida temos altos e baixos curvas e rectas mas em nenhum deles encontramos a qual mais nos adaptamos, por nunca é a mesma coisa, o tempo não se repete e as nossas decisões e actos não podem ser regredidos pelo facto de ter mudado a nossa vida ou de outra pessoa. Atravessamos portas feitas de vidro e caminhamos sobre os estilhaços dos nossos erros, pesa-nos com dor cada falhanço cometido, cada palavra cada gesto que nos atormenta num momento chamado sempre. Cada um escreve a sua vida conforme tiver o seu rumo todos somos filósofos e todos somos loucos o suficiente para pensar que algo dura para sempre. Se não são todos ou pensam que não, eu digo que eu sim fui louco por acreditar em tanta coisa que apenas me desiludiu, me fez sofrer. Apoiei-me sempre em tudo mas esse tudo apenas se tornou num nada e assim cai mil e uma vezes sem ter nada nem ninguém para me levantar. Nada que respira é perfeito e muito menos eu, quando cometemos mais erros do que os que podemos refazer ai somos uma mera mancha na nossa vida uma nódoa que pode ser retirada facilmente mas que ninguém se digna sequer a dar atenção.
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