Cada vez que abro os olhos,
Estou mais abaixo do que estava,
Cada vez que respiro,
Mais distante me sinto
.
E cada vez que o meu coração,
Bate tudo torna-se tão rápido,
Que já nem me lembro de quem era.

Trata-se mais que mera poesia,
É o facto de não ter um dia de sossego,
De nada ser igual.

De não me reconhecer ao espelho,
De não saber quem sou,
Cada dia que passa,
Uma parte de mim desvanece-se.

Assim sem mais nem menos,
Como que tudo o vento levou,
Os meus sonhos,
As minhas esperanças.

De dia para dia,
Ficam mais fragilizadas,
Perdi o brilho no olhar,
Perdi-me no futuro no presente e no passado.

Sou apenas um mero pedaço de carne,
Sem vida nem alma,
Sem brilho nem sonhos,
Nada nasce nada morre.

Tudo fica na mesma,
Apenas eu sinto-me diferente,
Porque já nem me lembro do que é ser feliz,
Dos dias em que via algo com o coração.

Dos dias em que ainda sentia o meu coração,
Não este enorme vazio,
Esta mera sensação de falhanço e desespero.

A alma torna-se baça,
O futuro cai como pequenos grãos de areia com o vento,
E o passado simplesmente,
Deixou de existir.

Não existe lição a ser aprendida,
Apenas um ponto falhando na história da vida,
E uma mera pessoa,
Que apenas sobrevivia,
Para nada.

Se nem meras palavras,
Contém o verdadeiro significado,
Da palavra que alguma vez,
Procuro…