Breves são os momentos em que nós sonhamos, as nossas loucuras as nossas emoções, em relutância com o real e o irreal, debatendo-se sobre se viver lá para sempre ou acordar para uma vida que não tem outro nome senão mesmo uma vida do caralho, de angustias de falsidades de emoções falsas de ilusões.
Cada um de nós se vai desfazendo ao logo do tempo perdendo algo a cada dia que passa e chegamos a uma altura em que nada é o que era.
Aquelas tardes de calor com os amigos, ou aquela ida ao café logo de manhãzinha, e o belo aroma do acordar para um novo dia para uma nova vida para uma nova história.
Esquecemo-nos de quem somos enquanto estamos com uns lembrando aos demais o que merda é a nossa vida quando na verdade somos nos próprios que as complicamos com cada acto inesperado com cada atitude tomada.
Perdemos aquele olhar de criança, todos os nossos sonhos são levados pelas ondas de amargura e pela brisa da desilusão, e nossos olhos tornam-se baços como um vidro que nunca vê a luz do sol ou o belo azul do céu.
Perguntamo-nos de sobre o que fazer, aos nossos amigos, a nos próprios, a desconhecidos, ao nosso coração, até a Deus mas nenhum deles nos dá resposta porque nada está destinado concretamente porque nos criamos nosso caminhos, nossos atalhos, nossas pontes nos é que construímos em nos alicerces de uma vida inteira.
Então perguntem-se, será viver algo diferente disto?
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