Dia por dia, sorriso por sorriso, é a vida de quem ama, é a vida de quem é humano,
Entre a penumbra da noite, e o entoar do dia, renasce a essência de todos nós, a nossa razão de “Porque?” o nosso viver, o nosso amor. Cada dia vemos uma nova cara, uma nova pessoa, um novo sorriso, e lembramo-nos dos velhos, dos que perduram por entre tempos de mágoa e alegria, na nossa mente, que nos fazem sorrir só de pensar neles, e assim somos felizes.
Nasce o dia, numa suave brisa de verão, o calor madrugador bate no rosto e pensamos, “sou livre!”, e ao ver aquele sorriso do sol, abraçamos a vida do dia que está para viver. Chega o anoitecer, com a brisa de um dia quente a beijar-me os lábios, sentimos a verdadeira luz de nós, o verdadeiro momento, onde tudo o que vive é assim e tudo o que é tem razão de o ser, o tempo para, as pessoas param, tudo fica silencioso, e aquela brisa suave ainda permanece.
Renascem as estrelas no nosso horizonte, na rua junto a uma mesa, com o copo na mão e o cigarro noutra choro, ao ver minhas lágrimas convertidas em estrelas que se tornaram guia de futuros olhos, mas no meio de toda este suave silencio, aquela brisa ainda permanece a acariciar-me o cabelo, a arrefecer o calor da noite, a tornar tudo mais suave, ao ponto do toque de uma fada, e a medida que o copo sobe e o fumo sai de meus pulmões grito perante tudo e todos e digo “Vida de cachorro abandonado a que vivo!”ao sentir-me completamente só, renasço das cinzas e das más tentações e digo não a tudo o que me rodeia, arruíno mil réstias de esperança e deito ao perder a minha chance de viver, por entre sombras ando, na escuridão do dia permaneço, tenho vergonha do que sou, vergonha do que sinto, um mero covarde, um mero escravo da vida, e como assim dizia, viver não é o acto de respirar, viver é sorrir com ar nos pulmões, e eu, mal respiro as ultimas palavras ditas por forasteiros, e assim eu e o meu coração batemos em uníssono pela longa estrada que é a vida, a longa curva que leva a minha vida…
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