Cai à noite cheira a planta No campo Céu nublado... Falas e risos, sorrisos campestres Pureza na alma No caminho iluminam, vaga-lumes toda parte Que presente! Adonai, isto foi lindo Chega madrugada, sons, bichos todo lado Aranha verde pela porta corta o caminho dos andantes Puros ares, pulmões adentram Curam meu corpo Lavam minha alma Purificam meu espaço O poeta encontra seu refúgio Refugia-se nas palavras, Pois mergulhar nas palavras é mergulhar dentro de si próprio E entao pensamos Se sao às rosas que não falam ou se somos nós que não as entendemos magoei essa rosa a mais bela de todas porque não a entendi agi humanamente e humanamente cai magoei a minha rosa dona do meu coraçao uma lagrima caiu e um novo diluvio fez na minha mente não consegui viver comigo mesmo nem mesmo morto me consolava dizia para mim mesmo “Odeio-me!” derrepente aprendi a ouvir a rosa e ao de leve ela sussurou não digas isso pois não gosto magoaste-me enfim a vida continua e não mereces viver com isso niguem merece e eu? eu amo-te lagrimas inundaram-me o coraçao e afoguei-me nas palavras e ai apenas o silencio explicava o bem de tudo.

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